Usamos cookies neste site para melhorar a sua experiência enquanto utilizador.

Ao continuar a navegar no nosso site está a consentir a sua utilização.

Portugal

Tétano

Etiologia & Epidemiologia

O tétano é provocado quando o C. tetani está presente numa lesão na qual existe baixa oxigenação. As feridas perfurantes, tais como aquelas provocadas por lascas de madeira, mordeduras de cães, cortes durante a tosquia e na colocação de brincos, providenciam locais ideais para o crescimento e desenvolvimento do tétano. O tétano também pode ocorrer após a descorna ou mesmo em feridas muito pequenas que não são visíveis.

Sintomas

O período de incubação é, geralmente, entre 3 dias e 3 semanas. Durante este período, o organismo multiplica-se e produz toxinas letais. Estas toxinas penetram nos nervos à volta da ferida e são transportadas para a medula espinal e cérebro onde se fixam às células nervosas produzindo espasmos musculares exagerados e incontroláveis.

Os sinais clínicos do tétano ocorrem após a infecção se ter estabelecido na ferida. Os sinais incluem rigidez muscular, falta de coordenação, marcha irregular, espasmos, incapacidade para mastigar e beber, inchaço e reacção exagerada ao ruído ou contacto físico. Podem não ser observados todos estes sinais clínicos. O animal geralmente não tem força nos quatro membros para se manter de pé, ficando estes rijos e direitos e a cabeça para trás. Podem ocorrer convulsões e o animal geralmente morre devido á paralisação dos músculos responsáveis pela respiração. A morte ocorre entre 3 e 10 dias, consoante a espécie animal afectada. Em rebanhos, podem ser encontrados alguns animais mortos sem terem sido observados sinais clínicos da doença.

Tratamento

O tratamento envolve cuidados com a ferida e uma correcta administração de doses elevadas da toxina antitetânica e antibióticos. É um procedimento complexo e o tratamento geralmente é demorado, caro e muitas vezes sem sucesso, por isso a prevenção é a melhor maneira de evitar a doença.

Prevenção

A higiene e a vacinação são essenciais para a prevenção do tétano. A maior parte dos desinfectantes não são eficazes contra os esporos do C. tetani, pelo que é essencial manter as condições de higiene e assépsia nos procedimentos cirúrgicos. 

Quaisquer instrumentos usados nos procedimentos cirúrgicos de rotina (por exemplo alicates ou facas) devem ser cuidadosamente limpos antes, depois e durante o procedimento cirúrgico. Na altura de colocar os brincos às ovelhas, os borregos devem ser obrigados a permanecer em pé para evitar que a ferida seja contaminada pela sujidade.

Apesar destes esforços, a contaminação de feridas ocorre, pelo que a vacinação também deve ser utilizada para a prevenção do tétano. O tétano pode ser prevenido através da vacinação das fémeas 30 dias antes do parto. Se as fémeas gestantes não estiverem vacinadas contra o tétano, pode ser administrada toxina antitetânica aos borregos na altura do corte da cauda e/ou castração. A toxina antitetânica providencia imunidade imediata de curta duração, podendo ser administrada nestas alturas (corte de cauda e castração) para prevenir surtos de tétano.

Um protocolo vacinal eficaz inclui a administração de duas doses iniciais com intervalo de 4 semanas, pelo menos. Recomenda-se reforço anual de uma dose. Após a primeira dose, verifica-se uma imunidade temporária após 9 a 14 dias, mas rapidamente desaparece. Dado que o período de incubação pode ser tão curto como 3 dias, torna-se óbvio que uma única dose da vacina não é eficaz na prevenção da doença. 

 

 

Contacto

Lagoas Park
Edificio 10
2740-271, Porto Salvo
Tel: 21 0427200