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Portugal

Paratuberculose – Doença de Johne

Etiologia & Epidemiologia

A transmissão do M. paratuberculosis é feita principalmente pela via fecal-oral. A bactéria entra através do tecido linfático do intestino delgado e infecta sobretudo a parte terminal do intestino delgado e o intestino grosso,  gânglios linfáticos associados e vasos sanguíneos. Esta situação provoca inflamação e espessamento da parede intestinal, interferindo com a normal absorção de nutrientes. As consequências da evolução da doença incluem perda de peso severa, enfraquecimento e eventualmente a morte dos animais afectados.

Sintomas

A doença caracteriza-se por um longo período de incubação. Os animais jovens são mais susceptíveis à infecção, ocorrendo muitas vezes a transmissão  de adultos infectados para os recém-nascidos. No entanto, a maior parte dos animais não exibe sinais clínicos até aos dois anos de idade. Durante este período de tempo, a infecção pode ser muito difícil de detectar e os animais infectados podem disseminar a bactéria, geralmente de forma intermitente, mesmo antes de começarem a exibir sinais clínicos.

Os sinais clínicos da paratuberculose incluem perda de peso, emaciação e fraqueza, que progride em última instância para a morte do animal devido a má nutrição. Em ovinos, apenas 10% dos casos clínicos apresentam diarreia na fase final da doença, ao contrário dos bovinos nos quais a diarreia é característica da doença. Depois de estarem presentes sintomas, a paratuberculose é progressiva e os animais afectados podem morrer dentro de 2 – 6 meses.

Os casos clínicos de paratuberculose são considerados a “ponta do iceberg”. Por cada caso clínico de paratuberculose, é provável que muitos outros animais estejam infectados, dependendo do nível de infecção (prevalência) dentro do efectivo. Devido ao longo período de incubação, quando a infecção é reconhecida, é provável que a infecção tenha ocorrido alguns anos antes. 

Tratamento

Não existe tratamento eficaz. Controlar a doença passa por implementar boas práticas a nível sanitário e de maneio com o objectivo de limitar a exposição dos animais jovens à bactéria. 

Prevenção

Um programa de rotina para testar os animais adultos pode ajudar no controlo da doença. Os efectivos com casos confirmados devem ser testados para determinar a prevalência da infecção. Os animais positivos, principalmente os que transmitem a doença ou os que têm resultados positivos a testes sorológicos como o ELISA, devem ser abatidos, se tal for economicamente viável. Os animais devem ser testados anualmente até o rebanho ter uma prevalência de infecção baixa (<5%). Como pode ocorrer infecção intra-uterina, nos programas de controlo mais agressivos, os descendentes provenientes de fémeas que desenvolveram sinais clínicos da doença devem ser abatidos.

Uma vez que uma parte substancial das novas infecções se estabelecem nos jovens em idade precoce, todos os cuidados de higiene que envolvam o parto e o recém-nascido devem ser pensados no sentido de minimizar a exposição às fezes de outros animais. Nos efectivos de bovinos leiteiros que se sabe estarem infectados, é importante tentar separar os vitelos das mães o mais cedo possível após o nascimento e usar apenas colostro de vacas negativas.

Procedimentos mais gerais para minimizar a contaminação dentro da exploração também podem ajudar, como por exemplo, colocar o alimento e a água em planos mais elevados, no sentido de evitar a contaminação fecal.

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