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Portugal

Hepatite Necrótica ou Black Disease

Etiologia & Epidemiologia

Tal como todos os clostrídios, o Cl. Novyi existe no meio ambiente na forma de esporos que podem sobreviver no solo e nas pastagens durante muitos anos. São ingeridos pelo animal durante o pastoreio e passam para o fígado, onde podem permanecer sem sinais clínicos aparentes. No entanto, se o tecido hepático circundante ao esporo estiver lesionado, muitas vezes devido às migrações da Fasciola hepatica, os esporos podem ser activados. Seguidamente o agente bacteriano multiplica-se e produz toxinas, que provocam a doença. 

Sintomas

Apesar das ovelhas serem os principais animais afectados, podem ocorrer perdas em bovinos. As ovelhas geralmente são encontradas mortas, sem evidência de sinais clínicos. Os animais afectados ficam relutantes a andar, perdem o apetite, ficam apáticos e a morte ocorre normalmente em menos de 48 horas. As lesões de fasciolose aparentemente desencadeiam a doença. Os surtos da doença geralmente acontecem quando o fígado de vários animais é afectado pela migração de fascíolas imaturas, mas também pode ocorrer devido a outras lesões hepáticas.

Diagnóstico

Pode-se suspeitar de hepatite necrótica  se ocorrem mortes súbitas no rebanho concomitantes com a presença fasciolose. As temperaturas amenas e chuva propiciam as condições ideais para o desenvolvimento de Fasciola hepatica na pastagem.  

Tratamento

O aparecimento da doença e a morte do animal ocorrem tão rapidamente que o tratamento raramente é eficaz. 

Prevenção

A vacinação previne eficazmente a hepatite necrótica, mas não previne, naturalmente, as mortes ou perdas de produção provocadas por Fasciola hepatica. O estabelecimento de programas adequados para controlo da fasciolose é importante no sentido de reduzir o risco de haver perdas por hepatite necrótica.

Em ovinos e bovinos que não foram vacinados, é recomendada uma primovacinação seguida de reforços anuais ou semestrais, consoante está indicado para a vacina escolhida. Devem ser calendarizados reforços para cerca um mês antes dos partos quando se pretende transferência de imunidade passiva das mães para os filhos. Esta situação irá protegê-los no primeiro período da vida em que estão mais vulneráveis, antes de poderem ser vacinados.  

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