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Portugal

Edema maligno

Etiologia & Epidemiologia

O edema maligno resulta de uma infecção por clostridios nas feridas profundas dos animais. As feridas susceptíveis podem ocorrer durante os procedimentos de rotina, tais como a tosquia, corte de caudas ou a colocação de marcas auriculares. As infecções são mais comuns quando estes procedimentos são feitos em condições pouco higiénicas. O tracto genital pode igualmente ser afectado, na sequência de lacerações durante o parto. 

Sintomas

Os sinais clínicos desenvolvem-se em 12 a 48 horas após se formar a ferida e incluem inflamação local, crepitação (sons crepitantes por baixo da pele), calor e rubor, variando consoante o agente patogénico que provocou a infecção.

Os sintomas comuns, tais como anorexia, intoxicação e febre alta, bem como lesões locais, desenvolvem-se desde poucas horas a alguns dias após a lesão predisponente. As lesões locais caracterizam-se por inchaços ligeiros que cedem com a pressão e estendem-se rapidamente devido à formação de grandes quantidades de exsudado que infiltra nos tecidos subcutâneo e muscular das áreas afectadas. O músculo nessas áreas apresenta-se com uma coloração castanha escura a preta.

Tratamento

A infecção progride rapidamente e, em muitos casos, os animais podem ser encontrados mortos ou a morrer. O sucesso do tratamento só é provável em casos muito iniciais ou se for administrado tratamento profilático (por exemplo, após partos assistidos que resultaram em laceraçõs). O tratamento com antibióticos raramente é eficaz e deve, por isso, ser considerado um programa preventivo adequado  que inclua a vacinação.

Prevenção

O principal factor para controlar esta doença é desenvolver uma imunidade satisfatória nos animais em risco através da vacinação. O programa de vacinação a administrar numa exploração deve ter em conta os princípios de imunidade, a probabilidade de ocorrência da doença e os factores económicos.

A imunidade passiva é transferida da mãe para o filho durante a toma do colostro. Se a mãe tiver sido vacinada (reforço anual) cerca de um mês antes do parto, os filhos irão ter um nível de protecção elevado durante um maior período de tempo.

A imunidade activa requer a primovacinação com duas doses de vacina com um intervalo de 4 a 6 semanas, a fim de providenciar uma protecção por um período de tempo razoável. A primeira dose só prepara o sistema imunitário, pelo que é necessário administrar uma segunda dose.

O reforço anual ou semestral (conforme o risco na exploração e a vacina utilizada) é essencial para manter bons níveis de protecção. A revacinação deve ser administrada antes dos períodos de maior risco.

 

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