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Portugal

Ectima Contagioso

 

Resumo

Com o aumento da movimentação de animais entre explorações, a disseminação da doença também aumentou. O poxvírus envolvido no ectima contagioso pode sobreviver na pele dos animais por um longo período de tempo e no meio ambiente durante muitos anos.

Etiologia & Epidemiologia

A doença é provocada por um poxvírus que se instala na pele dos animais afectados. O ectima contagioso desenvolve-se desde que haja uma lesão prévia da pele, mesmo que muito pequena. Estas lesões são muitas vezes provocadas pelo contacto com cardos, feno mais áspero, etc. A engorda intensiva com alimento concentrado é também um factor de risco para o desenvolvimento da doença, devido ao aparecimento de feridas abrasivas à volta da boca, fruto do regime alimentar.

Sintomas

Os sinais clínicos podem ser bastante variáveis entre os ovinos, no entanto as zonas frias do corpo tais como as camadas superficiais da pele, à volta da face e membros, são locais mais habituais para o desenvolvimento da doença. As feridas geralmente são encontradas na boca e lábios, face, membros e úbere. Estas feridas podem limitar os animais quando se alimentam e podem provocar claudicação.

Os borregos severamente afectados podem ser incapazes de se alimentar durante vários dias, resultando numa perda de condição corporal e aumento da susceptibilidade a outras doenças ou podem mesmo morrer à fome. O ectima contagioso por si só não provoca a morte, mas pode provocar uma diminuição severa do crescimento. As lesões no úbere das ovelhas podem predispor a mastite. Estas lesões são dolorosas e a ovelha pode não deixar os borregos mamarem. 

Diagnóstico

O diagnóstico é feito por exame clínico dos animais afectados. Em alguns animais pode ocorrer simultaneamente dermatofilose e ectima contagioso. As doenças passíveis de ser confundidas com o ectima contagioso são a dermatofilose, infecções bacterianas da pele e a fotosensibilização.

Tratamento

Não há tratamento que elimine o vírus e a doença progride normalmente em 3 a 4 semanas. Pode-se diminuir a disseminação através da remoção do grupo afectado para parques nos quais há menor probabilidade de os animais terem lesões cutâneas traumáticas predisponentes. Muitos dos animais afectados podem necessitar de tratamento para as infecções secundárias que entretanto se desenvolvem. Os animais que recuperam de ectima contagioso, ficam com imunidade para toda a vida contra a forma severa de infecção. No entanto, são susceptíveis a uma re-infecção, mas esta é ligeira e de curta duração, podendo mesmo passar despercebida.

A taxa de morbilidade pode ser elevada, chegando mesmo aos 100%, enquanto a taxa de mortalidade é cerca de 5% em casos graves e que resultam em complicações tais como as míases, mastites e infecções bacterianas secundárias. O tratamento raramente é eficaz, sendo o controlo essencialmente baseado na prevenção.

Prevenção

A prevenção da doença passa pela vacinação, utilizando uma vacina viva nos animais jovens. Este processo envolve a escarificação da vacina viva na pele. O sucesso da vacina verifica-se pela formação de pústulas ao longo das escaras vacinais dentro de 5 a 10 dias. Estas pústulas progridem para pequenas crostas que normalmente desaparecem em 3 a 4 semanas após a vacinação. O início da imunidade ocorre passados 14 dias. 

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