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Portugal

Infecções por céstodos em cavalos

 

Resumo

Endoparasitas:

Os principais parasitas a ter em consideração são os nemátodos (pequenos estrongilídeos, grandes estrongilídeos, oxyurus, ascarídeos), larvas de gasterophilus e céstodos.

Céstodos:

  • Os céstodos são encontrados na junção íleo-cecal do intestino. São transmitidos ao cavalo através de um hospedeiro intermediário – ácaros da forragem.
  • Muito comuns – 69% dos cavalos são afectados (Reino Unido)
  • Os sinais clínicos são geralmente sub-clínicos
  • Estão envolvidos nas cólicas espasmódicas e cólicas cirúrgicas mais graves

Existem três espécies principais de céstodos que afectam os cavalos, Anoplocephala perfoliataAnoplocephala magna, e Anoplocephaloides mamillana. A A. perfoliata é a mais comum.

Pouco se conhece em relação ao ciclo de vida dos céstodos, relativamente a alguns momentos exactos do ciclo de vida, pois os ovos podem ser excretados em várias alturas – nem sempre de forma contínua. Os segmentos que contém os ovos destacam-se do parasita adulto dentro do intestino e são expulsos pelas fezes. São ingeridos por um ácaro na forragem (ácaro oribatídeo) que é o hospedeiro intermediário. Seguidamente o ácaro é ingerido pelo cavalo quando este pasta e o ciclo de vida recomeça.

Sintomas

Endoparasitas:

Céstodos:

▪       Perda de peso, mau estado geral

▪       Cólica por empactação do íleo

▪       Cólica espasmódica

Diagnóstico

Todos os cavalos têm parasitas e por vezes um cavalo pode ter uma carga parasitária que nem é excessiva nem debilitante. Os sinais clínicos e a história clínica são importantes no diagnóstico e tratamento de várias espécies de parasitas. No entanto, os céstodos são facilmente controlados através de um programa de controlo parasitário, com tratamentos estratégicos administrados uma ou duas vezes por ano.

Por outro lado, uma abordagem mais estratégica consiste na monitorização dos céstodos no cavalo. Estes geralmente não são avaliados através da contagem de ovos fecais, pois os ovos de céstodos são esporadicamente eliminados e podem não ser observados numa única contagem de ovos fecais. Em vez disso, colhe-se uma amostra de sangue para detectar anticorpos específicos para céstodos. Um aumento no título de anticorpos indica uma infecção recente e não necessariamente a presença de parasitas.

Tratamento Prevenção

No campo, os cavalos mantêm um equilíbrio com os parasitas – e os padrões de pastagem e os ciclos de vida dos parasitas estão em equilíbrio. A domesticação e os métodos modernos de manter os cavalos em boxes exerceram pressão neste sistema de equilíbrio, com a responsabilidade a recair sobre o proprietário para restaurar e manter o equilíbrio para o bem-estar dos cavalos. Este equilíbrio torna-se complicado em cavalos com um sistema imunitário pouco eficaz e pouco consistente para responder aos endoparasitas. 

Um controlo estratégico dos parasitas, incluindo a monitorização da carga parasitária, maneio e gestão do nível de exposição dos parasitas aos cavalos, desempenham um papel importante. A sazonalidade associada com a infecção por céstodos está intimamente relacionada com os longos períodos em que o cavalo está no campo a pastar.

É importante controlar os níveis de infecção pois aparentemente os cavalos têm diferentes graus de tolerância aos céstodos e, como tal, têm diferentes requisitos no que diz respeito ao tratamento – por exemplo, os cavalos mais novos (menos de 5 anos de idade) são mais susceptíveis a níveis mais elevados de infecção.

O tratamento envolve a administração de uma dose dupla de pirantel ou de uma dose única de um desparasitante com praziquantel como princípio activo.

Resources & Technical Information

1) Proudman CJ, French NP, Trees AJ. Tapeworm infection is a significant

risk factor for spasmodic colic and ileal impaction colic

in the horse. Equine Vet J 1998;30:194-9.

2) Diagnosis, Treatment, and Prevention of Tapeworm-associated Colic, C. J. Proudman, PhD, VetMB, PhD; Journal Equine Vet.Sci. 2003

FAQs

Com que frequência devo desparasitar o cavalo contra os céstodos?

Como já foi dito, a época de pastagem é a que traz mais risco de infecção para o cavalo, como tal deve-se desparasitar no fim e principalmente no início desta época. No reino Unido é isto acontece entre a Primavera e o Outono. No entanto, cada vez mais se tenta controlar os parasitas como um todo, incluindo testar contra os céstodos e preparar um plano de controlo antiparasitário adequado 

Todos os desparasitantes são eficazes contra os céstodos?

Não, o pirantel administrado numa dose dupla controla a espécie principal, A. perfoliata. Uma dose única de praziquantel é eficaz contra as três espécies de céstodos.  

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