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Portugal

Febre do Nilo Ocidental

Resumo

O vírus do Nilo Ocidental é transmitido por aves migratórias infectadas pelo vírus para os mamíferos através da picada de várias espécies de mosquitos, particularmente da espécie Culex. Os cavalos e os humanos são particularmente afectados pelo vírus do Nilo Ocidental que, ao entrar na corrente sanguínea do hospedeiro, chega ao cérebro e à medula espinal provocando uma inflamação que pode provocar sintomas neurológicos graves e potencialmente fatais. O vírus foi isolado inicialmente em África em 1937, mas rapidamente se espalhou por todo o mundo e hoje é isolado na Austrália, Ásia, Europa e Norte de África. Após ter sido diagnosticado nos Estados Unidos da América, em 1999, o vírus do Nilo Ocidental tornou-se numa epidemia nacional, debilitando milhares de equinos, apresentando uma taxa de mortalidade elevada.

Apesar da transmissão do vírus ser feita apenas através do mosquito (e não de cavalo para cavalo ou cavalo para humanos), todos os cavalos que não estão protegidos estão em risco de ser infectados, especialmente na época favorável aos mosquitos. Recentemente o Vírus do Nilo Ocidental reapareceu na Europa num novo foco que começou em Itália em 2008, onde continua a afectar cavalos e humanos. Não existe cura para a febre do Nilo Ocidental, mas os cavalos podem ser protegidos através da vacinação.

Sintomas

Os Sintomas podem aparecer nos primeiros 3-15 dias após infecção

• Febre e sintomas de gripe

• Perda de apetite

• Depressão ou letargia

• Dificuldade em deglutir

• Dificuldade na visão

• Cabeça inclinada

• Descoordenação dos membros

• Fraqueza muscular ou espasmos

• Pedalar

• Paralisia parcial

• Incapacidade em permanecer de pé

• Convulsões

• Coma

Diagnóstico

Só devem ser considerados para diagnóstico de Febre do Nilo Ocidental, os cavalos que apresentarem um ou uma combinação de sintomas neurológicos descritos acima. Estes sintomas são particularmente relevantes se o cavalo não tiver sido vacinado contra o vírus do Nilo Ocidental e se tiver sido exposto ao vector (mosquito). Os casos suspeitos devem ser rapidamente diagnosticados de maneira a começar o tratamento de suporte necessário. Como tal é muito importante estar atento ao comportamento do cavalo e avisar o médico veterinário se o cavalo exibir um comportamento anormal. O diagnóstico definitivo que permite excluir outras doenças neurológicas (como é o caso da raiva) só é possível através de testes laboratoriais, sendo importante ter os registos de vacinação em dia de forma a ajudar no diagnóstico da doença. Os testes laboratoriais envolvem detectar a presença de antigénios ou anticorpos específicos para a FNO numa amostra de sangue.

Tratamento

Após contacto com o vírus, os cavalos produzem anticorpos específicos contra o vírus do Nilo Ocidental, podendo exibir sintomas ligeiros. No entanto, todos os casos diagnosticados requerem atenção do Médico Veterinário. Não há tratamento específico para a FNO, o tratamento é apenas de "suporte" – tratamento dos sintomas e garantir o bem-estar do animal. Se o cavalo apresentar sintomas neurológicos graves, é necessário prestar cuidados clínicos intensivos. Estes animais devem estar num ambiente calmo e seguro, com as paredes almofadadas, uma cama confortável e protecção de cabeça e membros, a fim de evitar algum traumatismo. Os animais incapazes de se levantar, devem se colocados num apoio especial que garante que permaneçam de pé.

Deve ser assegurada uma boa hidratação e nutrição e se o animal for incapaz de se alimentar sozinho, pode ser necessário fazer administração endovenosa de fluidos e nutrientes. O tratamento de suporte pode também incluir anti-inflamatórios não esteróides, sedativos e anti-víricos, porém sem garantias de sucesso. A recuperação pode demorar vários meses. Se o animal sobreviver a uma encefalite severa, poderá ter danos permanentes no sistema nervoso central.            

Prevenção

A vacinação e limitação da exposição dos cavalos ao vector (mosquitos) são duas medidas muito importantes para a prevenção da Febre do Nilo Ocidental.

Vacinação

A vacinação pode reduzir bastante o risco dos cavalos sofrerem as consequências do vírus do Nilo Ocidental. A sua eficácia foi demonstrada nos Estados Unidos onde o número de cavalos diagnosticados tem diminuído de ano para ano desde o surto em 2002. Para garantir que os cavalos ficam bem protegidos, o protocolo vacinal tem de ser feito antes da época favorável ao aparecimento dos mosquitos (que pode variar de ano para ano).

Controlo do vector (mosquito)

A utilização de insecticidas é um método simples e eficaz para reduzir a população de mosquitos adultos. É também importante eliminar os locais onde os mosquitos se reproduzem, a fim de reduzir larvas de mosquitos.

  • Mudar a água dos bebedouros pelo menos a cada 4 dias – de preferência diariamente.
  • Remover todos os recipientes que possam acumular águas estagnadas.
  • Manter os locais limpos e secos.  

Reduzir a exposição dos cavalos aos mosquitos:

  • Manter os cavalos na box, principalmente ao amanhecer e entardecer, altura em que os mosquitos estão mais activos.
  • Desligar as luzes à noite para evitar atrair os mosquitos ou, em alternativa, utilizar luz fluorescente que não atrai os mosquitos.

Resources & Technical Information

www.westnile.eu

FAQ

Quantas vezes é que o cavalo precisa de ser picado por um mosquito infectado para se infectar?

Não se sabe ao certo quantas picadas são necessárias para infectar o cavalo pois depende do nível de virémia do mosquito infectado.

 

Quanto tempo demora para aparecerem os primeiros sintomas num cavalo infectado?

Os sintomas podem aparecer entre o 3 e o 15 dia após infecção. No entanto, nem todos os cavalos são sintomáticos.

 

Os cavalos infectados pela Febre do Nilo Ocidental podem infectar outros cavalos?

Não, o vírus da Febre do Nilo é transmitido pela picada de um mosquito previamente infectado. O mosquito infecta-se quando se alimenta do sangue de aves infectadas. O cavalo não apresenta um nível de virémia suficiente para infectar outros mosquitos ou cavalos. Como tal, os cavalos (e os humanos) são considerados "hospedeiros finais ".

 

Um cavalo infectado pelo vírus do Nilo Ocidental tem de ser notificado a alguma autoridade?

Sim, a FNO é uma doença de notificação obrigatória e como tal tem de ser notificada à autoridade competente (Direcção Geral de Veterinária).

 

Um cavalo que já teve contacto com o vírus do Nilo Ocidental pode ser vacinado?

É importante que se atinja uma protecção máxima contra a FNO através da vacinação de todos os cavalos, independentemente se estes já contactaram com o vírus ou não. No entanto, qualquer cavalo que apresente sintomas clínicos de doença não deve ser vacinado enquanto esta durar.

 

O programa de vacinação interfere com os programas de epidemiovigilância da febre do Nilo Ocidental? (ou seja, interfere com os testes realizados numa determinada região que determinam se o vírus do Nilo Ocidental está presente nas populações de mosquitos, aves e/ou cavalos?)

A vacinação contra o vírus do Nilo Ocidental não tem impacto significativo nos programas de epidemiovigilância. Os cavalos que sofreram uma infecção natural pelo vírus apresentam dois tipos de anticorpos (IgG e IgM). Nos cavalos vacinados, é pouco provável detectar IgM no soro sanguíneo. Como tal é possível distinguir cavalos vacinados de cavalos naturalmente infectados.

 

Se a Febre do Nilo Ocidental não tiver sido isolada num determinado país Europeu ou região específica, porquê vacinar os cavalos?

O vírus do Nilo Ocidental já circula na Europa nas populações de aves e nos mosquitos da espécie Culex, responsáveis pela transmissão da doença aos cavalos. Como tal, pode haver um surto a qualquer momento, razão pela qual os cavalos devem estar vacinados e assim protegidos contra a doença.

Caso ocorra um surto e os cavalos não estejam vacinados, nessa altura será tarde demais cumprir o programa vacinal completo, uma vez que a imunidade completa só é atingida 3 semanas após a primovacinação. Além disso, qualquer cavalo que seja transportado para uma zona onde o vírus do Nilo Ocidental seja endémico (por exemplo, América e Norte de Itália), tem de ser vacinado pelo menos 6 semanas antes da viagem, a fim de assegurar que estejam devidamente protegidos contra a doença quando entrarem no país.

 

A partir de que idade um poldro deve ser vacinado?

Os poldros podem ser vacinados a partir dos 6 meses de idade.

 

Os anticorpos maternos contra a febre do Nilo Ocidental podem ser transferidos da égua para o seu poldro?

Sim, se a égua for vacinada aproximadamente 5-6 semanas antes do parto, pode haver transferência de imunidade passiva para o poldro, que dura no máximo 4 meses.

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