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Portugal

Rinotraqueíte Infecciosa Bovina

Resumo

A IBR é uma doença infecciosa dos bovinos, provocada por um vírus – Herpesvírus Bovino do tipo 1 (BHV-1), que afecta principalmente o tracto respiratório e o sistema reprodutivo. Uma parte dos países europeus já têm estatuto de livres de IBR. Em outros países estão em curso programas de controlo, obrigatórios e regulados pelas autoridades nuns casos, noutros numa base voluntária.

Etiologia

O herpesvírus bovino 1 (BHV1) pertence, como o seu nome indica, à família dos vírus Herpes. O BHV1 é altamente contagioso e pode disseminar-se rapidamente entre os animais susceptíveis de um grupo, a partir das secreções dos que estão já afectados. Podem ser infectados animais susceptíveis de quaisquer idades. No que diz respeito à doença respiratória, o BHV1 está muitas vezes envolvido em simultâneo com outros vírus e/ou bactérias.

Sintomas

A IBR provoca vários sintomas (febre que pode ser elevada, depressão, perda de apetite, mau estado geral) que geralmente afectam:

  • O tracto respiratório (tosse, corrimento nasal, rinotraqueíte);

  • Por vezes há envolvimento dos olhos: conjuntivite

  • O sistema reprodutivo (lesões genitais e/ou problemas de infertilidade, aborto, malformações congénitas)

  • Em bovinos leiteiros adultos, é muito frequente a infecção por BHV1 ser acompanhada por uma redução na produção de leite.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser feito com base nos sinais clínicos (febre, corrimento nasal e conjuntivite) e epidemiológicos, mas para um diagnóstico definitivo, geralmente são necessários testes laboratoriais.

Em vacas de leite nunca antes expostas ao vírus, uma queda acentuada na produção de leite, doença respiratória ou genital, abortos e diminuição da fertilidade podem ser sinais sugestivos de IBR.

Tratamento

Durante um surto, o tratamento é no sentido de controlar os sintomas (febre, dor, inapetência) e evitar complicações bacterianas secundárias, particularmente comuns quando há sinais respiratórios.

Prevenção

A prevenção da IBR baseia-se na biosegurança (evitar a entrada do vírus em efectivos livres da infecção) e na vacinação.

As vacinas disponíveis proporcionam uma protecção eficaz. Existem vacinas que permitem distinguir animais vacinados de animais infectados pelo BHV1 de campo: são as chamadas vacinas marcadas. Existem outras que não têm esta particularidade e são, muitas vezes, a combinação de diferentes agentes patogénicos na mesma formulação.

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